Sons da Alma

Sons da Alma

Os sons: conjunto de fórmulas e símbolos.
Um rito árduo para quem pesteja suas dissonâncias.
Coração segura as fórmulas. Emoções sobrecarregam os símbolos.
Quem me dera cativar o outro com esta síntese em percussão?
Num minuto sou voz e no outro emudecimento de palavras.
Música é sentir. Ficar nu perante as suas chaves de sons esperando o prelúdio: Liberdade!
Música é a ressonância compactada da alma do ser humano.
Só no olhar lê-se a partitura do outro!
Inconsciente e consciente são sons graves e médios enquanto o subconsciente num agudo se permite cristalizar suas formas emotivas.
Raio de Sol encorajado pela sinfonia e maestria dos movimentos da natureza, faz o homem galgar no infinito às suas lacunas perdidas no horizonte.
Um ronco e estrondo movido a ruídos longínquos caem por terra abrindo o foco do desespero incinerado pelos raios das emoções.
Num som perdido num ângulo adjacente a música se espreita quase adormecendo num calcário da simbologia da alma. Um surto que se eleva na psicose mental ou no êxtase da inspiração.
Saem os vudus, feitiçarias e magias. A música derruba os incertos, conserva a inútil bagagem dos peregrinos, astrólogos e visionários.
Na luta corpórea entre a afinação das emoções, o resultado é único: música é o resultado da beleza e essência do poder divino.
Ela ganha formas e símbolos na sua matéria porque no etéreo é a pura voz do eterno.

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